quarta-feira, 2 de março de 2011

Crescimento da internet


Número de internautas passará de 2 bilhões

Dos 226 milhões de novos usuários de Internet este ano, 162 milhões estarão nos países em desenvolvimento.

O número de usuários da internet ultrapassará os dois bilhões este ano, e se aproximará de um terço da população mundial.
No entanto, os países em desenvolvimento precisam reforçar o acesso a essa ferramenta vital para o crescimento econômico, afirmou uma agência das Nações Unidas na terça-feira.
O número de usuários dobrou nos últimos cinco anos, e se compara a uma população mundial estimada em 6,9 bilhões de pessoas, informou a União Internacional de Telecomunicações (UIT).
Dos 226 milhões de novos usuários de Internet este ano, 162 milhões estarão nos países em desenvolvimento, onde o ritmo de crescimento agora é mais elevado, afirmou a UIT em relatório.
No entanto, pelo final de 2010, 71 por cento da população dos países desenvolvidos estará online, ante 21 por cento da população nos países em desenvolvimento.
A UIT afirmou que era especialmente importante que os países em desenvolvimento ampliassem a disponibilidade de conexões em banda larga.
“A banda larga será o próximo ponto de inflexão, a próxima tecnologia verdadeiramente transformadora”, disse Hamadoun Touré, do Mali, secretário geral da UIT. “Ela pode gerar empregos, propelir o crescimento e a produtividade e dar base à competitividade econômica em longo prazo.”
O acesso varia amplamente de região a região; na Europa, 65 por cento da população está online, adiante dos 55 por cento das Américas e de apenas 9,6 por cento na África e 21,9 por cento na região Ásia/Pacífico, informou a UIT.
O acesso à Internet nas escolas, empresas e lugares públicos é essencial para os países em desenvolvimento, nos quais apenas 13,5 por cento da população dispõem de Internet em casa, ante 65 por cento nos países em desenvolvimento, informou a organização.
Um estudo conduzido por outra agência da ONU e divulgado na semana passada demonstrava que celulares eram uma ferramenta de comunicação muito mais importante que a Internet, para as pessoas dos países em desenvolvimento.

Catástrofes em 2010


Estudo mostra que 2010 registrou 950 catástrofes naturais no mundo

Pelo estudo, as regiões da Ásia e das Américas foram as mais afetadas por catástrofes naturais.

O ano de 2010 foi marcado por 950 catástrofes naturais, envolvendo desde tempestades e inundações até terremotos e registros de vulcões, segundo pesquisa feita pela seguradora alemã Munich Re.  Os prejuízos totalizaram cerca de US$ 130 bilhões. As perdas foram calculadas com base em preços estimados pelo setor de seguros de países europeus e dos Estados Unidos.
Pelo estudo, as regiões da Ásia e das Américas foram as mais afetadas por catástrofes naturais. No Continente Americano foram registradas 365 ocorrências e na Ásia, 310.
As cinco maiores catástrofes naturais, de acordo com o estudo, são os terremotos no Haiti, em 12 de janeiro de 2010, os tremores de terra no Chile, em 27 de fevereiro, e na Região Central da China , em 14 de abril. Também estão na relação a onda de calor na Rússia, registrada no período de julho a setembro, e as inundações no Paquistão – de julho a setembro.
O estudo mostra ainda que há uma série de consequências causadas pelas catástrofes naturais. Cita como exemplo a onda de calor na Rússia, que provocou incêndios nas florestas, assim como em instalações nucleares, considerada o pior desastre natural da história do país. Houve também registros de elevação dos níveis de poluição do ar.
A série de furacões no Atlântico Norte, atingindo os Estados Unidos e o México, também é mencionada na análise. De acordo com o estudo, houve poucos danos substanciais. No total, foram registrados 19 ciclones tropicais, igualando os dados de 2010 ao número registrado em 1995.
O vulcão  Eyjafjallajökull, na Islândia, paralisou o tráfego aéreo em abril de 2010, quando foram lançadas na atmosfera partículas que impediam a visibilidade. Houve prejuízos para as empresas do setor aéreo. O Munich Rre não tem ainda um número preciso sobre os dados causados pelas inundações no extremo Nordeste da Austrália. Desde o início de dezembro de 2010, várias áreas do país foram afetadas.